Mecânica do DF é uma das finalistas de um prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção é homenagear mulheres que chefiam negócios e projetos de impacto nas comunidades que atuam.
No caso de Agda Oliveira, de 39 anos, o negócio é uma oficina mecânica, que fica em Ceilândia. E um dos pontos de destaque é que além dela, outras duas mulheres trabalham consertando os carros lá.
A ideia de abrir um oficina voltada para mulheres veio em 2008, quando a empreendedora foi enganada numa oficina mecânica. Depois do ocorrido, Agda decidiu se especializar nessa área para nunca mais ser passada para trás. Segundo a empresária, atualmente passam mais de 300 carros por mês e 70% do público é feminino.
“Nós respeitamos muito a opinião dos outros e aos pouquinhos nós vamos mostrando para as outras pessoas que somos tão capazes como qualquer homem a fazer um serviço masculino.”
Apesar do público ser mulher, Agda diz que ainda enfrenta dificuldades em atuar numa profissão tipicamente masculina: “Até hoje a gente tem muito preconceito e muita discriminação, por sermos mulheres fazendo serviços tipicamente masculinos. Só que nós respeitamos muito a opinião dos outros e aos pouquinhos nós vamos mostrando para as outras pessoas que somos tão capazes como qualquer homem a fazer um serviço masculino.”
O resultado do prêmio será divulgado em dezembro, em Abu Dhami, nos Emirados Árabes. A divulgação deste ano será feita excepcionalmente pela internet por conta da pandemia da Covid-19. No total, 10 mulheres concorrem ao prêmio, e se Agda vencer, será a primeira a trazer o título para o Brasil.



“Nós respeitamos muito a opinião dos outros e aos pouquinhos nós vamos mostrando para as outras pessoas que somos tão capazes como qualquer homem a fazer um serviço masculino.”

